A chuva começou fina, quase uma desculpa para voltar para casa. Pierre discordou. Saiu com a capa amarela, escolheu o lado mais movimentado da rua e fez aquilo que toda presença verdadeira faz: mudou a paisagem sem pedir licença.

Não havia produção, luz planejada ou tapete vermelho. Havia asfalto molhado, uma guia colorida e a calma de quem conhece perfeitamente o próprio ângulo. Em poucos minutos, a caminhada virou editorial.

“Ele não usa a roupa. Ele decide o que a roupa vai significar.”

O melhor do estilo pet talvez esteja justamente aí: menos fantasia, mais personalidade. A capa protege da chuva, mas a atitude pertence inteira a Pierre.

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